História da spirulina

Seguinte a história da spirulina ela apareceu há 3,5 biliões de anos. É uma cianobactéria ou “alga azul” com o comprimento de 0,3 mm e deve o seu nome à sua forma em espiral mais ou menos apertada.

Realiza a fotossíntese a partir de partículas de luz, convertendo dióxido de carbono em matéria orgânica e libertando oxigénio.
Estas cianobactérias são os antepassados das algas, líquenes, musgos e todas as plantas. Mas também são igualmente responsáveis ​​pela linhagem animal: ameba, vertebrados, homo erectus. O homo-sapiens é o bisneto de uma cianobactéria que borbulhava na sopa original.

 

1 spirulina

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Actualmente encontra-se no seu habitat natural em algumas partes do mundo, onde as características do ambiente original foram mantidas: águas quentes, alcalinas e ricas em sais minerais.

cratere Lonar

Lac Lonar Maharastra India

Oasis Huacachina- Paracas  Perou

Oasis Huacachina- Paracas Perou

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Os flamingos

flamingoes

Os flamingos alimentam-se de spirulina. Transportam-na por longas distâncias nas patas, ou na plumagem. Isso explica a razão por que se encontra spirulina em lugares isolados, às vezes em condições climáticas severas, como no Lago Chade e no Sahara a sul de Marrocos. E com seus excrementos nas lagoas, eles também contribuem para a nutrição da spirulina

 

Os Astecas

aztecsQuando chegaram ao México, os conquistadores descobriram um lodo verde estranho usado pelos Astecas a que eles chamavam: Tecuitlalt.

O imperador Montezuma vivia num palácio localizado a 2000 metros de altitude e a 300 km do mar e gostava de peixe fresco, que era transportado por corredores que se revezavam; estes consumiam spirulina para apoiar o seu esforço; adicionada aos cereais e legumes, a spirulina fazia parte da dieta diária como uma fonte de proteínas.

 

 


Os Kanembus

kanembous6 kanembous Na década de 1960, uns cientistas observaram que uma tribo vivendo na área do deserto em torno do Lago Chade apresentava uma resistência e saúde fora do comum; tinham resistido às grandes secas, e não sofriam de subnutrição; observaram que as mulheres Kanembus recolhiam uma substância verde que punham a secar na areia, e depois iam vender no mercado: o dihe. Este ainda hoje faz parte da sua dieta diária adicionado no final da preparação das refeições. A partir dessas observações, apareceram os primeiros estudos científicos sobre spirulina e começou o interesse por este super alimento único e extraordinário.

 

 


A NASA

Nos programas espaciais, a NASA estuda a possibilidade de integrar a spirulina na alimentação dos astronautas, na purificação do ar e na transformação de resíduos.

Na década de 1970, um pioneiro, Ripley Fox, começa o trabalho de toda uma vida, vendo na spirulina o complemento nutricional por excelência e a solução para o problema da fome no mundo. Em 1973, iniciou na Índia a primeira instalação de produção artesanal.

Desde então, grandes explorações instalaram -se no Havai, Califórnia, China, Tailândia, México, Índia; a um nível menor, na Austrália, Cuba, Peru, Brasil.

Em França, há uma década, começaram a ser criadas pequenas explorações artesanais a escala humana; actualmente, existe uma centena dessas quintas, a maioria das quais agrupadas em torno da Federação Spirulineiros de França (www.spiruliniersdefrance.fr). Esta federação, reconhecida como interlocutor por organismos oficiais, preconiza uma visão camponesa da ocupação dos territórios, uma produção artesanal de qualidade, e uma distribuição local e directa; é um lugar de apoio mútuo, troca de informações, e trabalha na elaboração dum documento que defina normas para as melhores práticas, na ausência de um regulamento europeu sobre spirulina orgânica. Note-se que há, em Hyères, no sul da França, uma escola agrícola, que oferece cursos de curta e longa duração, com vocação humanitária, em torno da spirulina.

 


Breve bibliografia:

10 Dupire book Vidalo bookRipley Fox book

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Copyright 2015 Spirulina da Serra - Monchique | All Rights Reserved